domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um beijo na chuva As nuvens cobriam o céu, Numa negra coloração, Formando um estranho véu, Diferente de qualquer compilação... O vento soprava forte, Como uma premunição, De quem, à mercê da sorte, Espera por uma ocasião... No meu caso, a tua aparição, Com a hora do momento marcado... Mas a demora rouba-me a razão, Então não sei se estará ao meu lado... Até que a chuva começa a cair, Molhando meu corpo aqui parado, Não sei se espero, ou se devo ir, Só sei que permaneço aqui calado... Porque meus pensamentos falam, E deixam escapar momentos de ti... São momentos que não se calam, Momentos que até nem vivi... Como relâmpagos no céu escuro, Que o rasgam, e parecem ferir... E se for dessa maneira, eu juro, Prefiro até deixar de existir... Contudo, continuo esperando, E a chuva aperta, querendo inundar, O mundo parece estar desabando, E eu não saio desse lugar... A espera de um beijo molhado, Salgado pela chuva em nosso rosto... Num desejo mais que anunciado, Num sentido mais que composto... Então, deixa chover, Deixa o seu corpo molhar, Pois se resolver aparecer, Eu estou aqui a lhe esperar... Com hora e momentos marcados, Com saudades e imagens gravadas, Que na memória, estão bem guardados, E que jamais serão apagadas... Então espero seu beijo molhado, Salgado pela chuva que precipita em mim, E Deus me livre deste pecado, Se por ventura esse amor chegar ao fim... Ante isso, deixarei também de existir, Afogado e sem ressurreição, E toda vez que a chuva cair, Serão como lágrimas de meu coração...
Para Franklin Brito

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